Maduro: “Justiça busca responsáveis pelo golpe”

0

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nessa quarta-feira (1º) que a Justiça está em busca dos responsáveis pela revolta militar que foi contida na terça-feira (30) pelo governo, e que eles, “mais cedo ou mais tarde”, pagarão com a prisão pelo crime de traição.

A série de protestos registrada nesta quarta-feira (1) na Venezuela provocou a morte de mais uma pessoa e dezenas de feridos em Caracas. De acordo com a ONG Observatório Venezuelano de Conflito Social (OVCS), a vítima é uma mulher identificada como Jurubith Rausseo García. Ela foi morta após ser baleada na cabeça.

Esta é a segunda morte registrada nas manifestações contra o governo de Nicolás Maduro, iniciada na última terça-feira (30) quando o autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, declarou que havia conquistado o apoio dos militares e convocou novos protestos para tentar derrubar o líder chavista.

Em sua conta no Twitter, a ONG condenou o assassinato de García e relatou que, somente neste ano, 55 manifestantes foram mortos em atos contra o governo de Maduro.

Guaidó, por sua vez, confirmou a morte em uma publicação em sua conta na rede social. “Comprometo-me a fazer com que a morte de Jurubith Rausseo, de apenas 27 anos, numa sala de cirurgia, pese a quem decidiu disparar contra um povo que decidiu ser livre”, afirmou.

“Isso tem de parar, e os assassinos terão de ser responsabilizados pelos seus crimes. Dedicarei a minha vida a que assim seja”, acrescentou.

Na terça-feira(30), Samuel Enrique Méndez, de 24 anos, morreu durante os confrontos no estado de Aragua. Segundo o Serviço Municipal de Saúde de Caracas, mais de 100 pessoas ficaram feridas em todo país no segundo dia consecutivo de protestos. Desde o dia 30 de abril, Caracas é palco de atos convocados por Guaidó, que chegou a anunciar a intenção de retirar Maduro do poder. O opositor disse contar com o apoio das Forças Armadas, porém Maduro garante que o Exército ainda está ao seu lado.

Segundo Guaidó, os protestos irão continuar. (ANSA)

Crise

A Venezuela vive enorme tensão política desde janeiro deste ano, quando Maduro tomou posse de um novo mandato que não é reconhecido pela oposição e por parte da comunidade internacional. Guaidó se autoproclamou presidente de um governo interino que conta com o apoio de mais de 50 países.

Paralelamente,, o país sul-americano vive a pior crise econômica de sua história, o que gera protestos diários para denunciar a escassez severa de alimentos e remédios e a péssima prestação de serviços públicos.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here