Jamil Name e filho tem prisão preventiva decretada

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O empresário Jamil Name e seu filho, Jamil Name Filho,foram presos nesta manhã de sexta-feira (27), em cumprimento a mandados de prisão preventiva, segundo informações do delegado titular do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestros), Fabio Peró.

O delegado informou ainda que pai e filho seriam suspeitos de envolvimento com uma organização criminosa, que teria envolvimento com algumas execuções em Campo Grande. O advogado da família, Renê Siufi, chegou ao residencial por volta das 6h50 para acompanhar a operação.

A coordenadora do Gaeco, Cristiane Mourão também está no condomínio do empresário para cumprir os 44 mandados, sendo 13 mandados de prisão preventiva, 10 de prisão temporária e 21 mandados de busca e apreensão. Há ordens judiciais até mesmo contra advogados.

O foco da operação é crime organizado, milícia armada e crimes de corrupção ativa e passiva. A operaçao foi denominada Omertá.

O nome da operação é um termo da língua napolitana que define um código de honra de organizações mafiosas do Sul da Itália. Fundamenta-se num forte sentido de família e num voto de silêncio que impede cooperar com autoridades policiais ou judiciárias, seja em direta relação pessoal como quando fatos envolvem terceiros.

Participam da operação o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) com apoio de policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar e da Delegacia Especializada de Repressão e Roubo a Banco e Resgate a Assaltos e Sequestros.

O caso

Toda operação teria iniciado no mês de maio deste ano, quando o Garras e o Choque apreenderam um arsenal em uma casa no Jardim Monte Líbano e com a prisão do guarda municipal Marcelo Rios.

Há época, foram apreendidos dois fuzis AK-47, quatro calibre .556, uma espingarda calibre 12, 17 pistolas, um revólver e várias munições, além de silenciadores, lunetas e bloqueadores de sinal de tornozeleiras eletrônicas

O armamento que foi apreendido e posteriormente enviado a Polícia Federal para passar por perícia e os laudos indicaram que as armas teriam origem de três países, México, Filipinas e Estados Unidos da América.

Além de Rios, outros dois guardas municipais, Robert Vitor Kopetski, Rafael Antunes Vieira e o segurança Flávio Narciso Morais da Silva do empresário foram denunciados pelo Gaeco por obstruir investigação e integrar grupo de extermínio responsável por três execuções em Campo Grande. O processo tramita em sigilo na 3º Vara Criminal de Campo Grande.

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