Com salários de até R$ 23 mil, mais de 300 pessoas ‘auxiliam’ deputados e senadores de MS

Nelsinho Trad é o campeão em contratações: 58; Rose, mais modesta: 13

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A bancada parlamentar de Mato Grosso do Sul, em Brasília (3 senadores e 8 deputados federais), emprega 312 pessoas, que desempenham missões em gabinetes ou escritórios regionais desde telefonistas, assessores parlamentares, jornalistas até motoristas. Fracionando a conta, é possível sentenciar que cada parlamentar oferta, em média, 28 vagas. Os salários variam de R$ 23 mil a R$ 1 mil.

Senadores e deputados federais podem gastar até R$ 111.675,59 por mês (R$ 1.228.431, 39 se juntado todos), importância repassada a eles para quitar as remunerações mensais dos secretários parlamentares, funcionários que não precisam ser servidores públicos e podem ser nomeados diretamente. Os trabalhadores dos parlamentares podem cumprir jornadas em Brasília, ou onde eles quiserem, normalmente em suas bases eleitorais.

Quem mais emprega, entre os parlamentares de MS, é o senador Nelsinho Trad, do PSD. Portal da Transparência do Senado indica que trabalham pelo mandato do ex-prefeito de Campo Grande, no gabinete, em Brasília, 26 pessoas. Outras 33 (total de 58) atuam na capital sul-mato-grossense, no escritório de apoio do parlamentar.

Treze pessoas trabalham no gabinete de Rose Modesto, deputada federal do PSDB, em Brasília. É a que menos trabalho oferta da bancada de MS.

Senadora Simone Tebet, do MDB, dá emprego a 23 assessores, 15 dos quais atuam no gabinete dela, em Brasília, e outros sete cumprem expediente, segundo o Portal da Transparência do Senado, no escritório político da parlamentar, em Campo Grande.

Soraya Thronicke, senadora do PSL, também emprega 23 assessores, seis deles trabalham no escritório político, em Campo Grande, e 17 no gabinete, em Brasília.

Na Câmara dos Deputados, os que mais ofertam trabalho, com remunerações que oscilam de R$ 1,7 mil a R$ 14 mil, sãos os deputados Vander Loubet, do PT, e Dagoberto Nogueira, do PDT. Cada um emprega 27 assessores.

Os deputados Beto Pereira, do PSDB, e Fábio Trad, do PSD, empregam, juntos, 40 pessoas, segundo o Portal da Transparência – 20 pessoas agem pelo mandato de Fábio e outras 20 pelo de Beto.

Tio Trutis, deputado federal do PSL, concede 14 empregos com salários que variam de R$ 15,6 mil a R$ 820, segundo o Portal da Transparência da Câmara dos Deputados.

Doutor Luiz Ovando, também do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, dá emprego a 15 assessores.

Bia Cavassa, do PSDB, emprega 15 pessoas.

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