Câmara Municipal de Nova Alvorada do Sul nomeia servidor investigado pelo GAECO por crimes cometidos na operação GRÃO DE OURO

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NOVA CÂMARA
Câmara Municipal de Nova Alvorada do Sul nomeia servidor investigado pelo GAECO por crimes cometidos na operação GRÃO DE OURO

Operação foi denominada como GRÃO DE OURO e em Nova Alvorada do Sul foram cumpridos 3 mandados de busca e apreensão.

Com o lema “NOVA CÂMARA” a nova mesa diretora que tomou posse no ultimo dia 1º de janeiro de 2019, onde prometia realizar uma gestão totalmente transparente e zelar pelo dinheiro público já começa a atrair a atenção de uma parcela da população.

Entres as “perolas” já notada foram à nomeação de dois servidores que há anos cuidam do interesse pessoal do novo presidente da Câmara do município Vereador Bueno Fernandes e agora passaram a cuidar dos interesses da nova presidência na Câmara Municipal.

Mas o principal destaque fica para o Servidor contratado que possui escritório de Contabilidade no município e que a mais de 5 anos cuida dos interesses pessoais do Presidente do Legislativo Vanderlei Bueno Fernandes.

É de se estranhar tal contratação visto que o novo servidor é um dos contadores mais atuante e possui um grande escritório no município, com inúmeros funcionários e clientes, e ter que cumprir carga horaria de 40 horas semanais na Câmara Municipal. E conforme já constatado por nossa reportagem não vem ocorrendo, o cumprimento dessa carga horária diariamente. (Pauta para a próxima reportagem)

Mas o fato de o novo servidor ser alvo de uma das maiores operações contra fraudes do estado onde conforme o GAECO estima prejuízo de pelo menos R$ 44 milhões aos cofres de Mato Grosso do Sul com o esquema de fraudes, não foi levado em consideração pela presidência da Câmara Municipal. No dia 8 de agosto de 2018, promotores do GAECO acompanhados de policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em 3 escritórios de contabilidades no município e entre os visitados está o do servidor contratado pela Câmara Municipal.

Conforme informações obtidas à escolha e imposição do novo Assessor foi do próprio Presidente do legislativo Vanderlei Bueno Fernandes, para ele a investigação realizada pela instituição de maior credibilidade no Brasil, não possui importância e não são suficientes para tornar o servidor INAPTO para um cargo de extrema confiança, assim ocorrendo sua nomeação para exercer o cargo de Contador a partir de 15 de janeiro de 2019.

Nossa reportagem entrou em contato com a assessoria do GAECO em Campo Grande, e o mesmo confirmou que a operação foi realizada no município, e um dos locais onde foram realizadas buscas e apreensões foi o do Servidor contratado pela Câmara Municipal de Nova Alvorada do Sul, onde documentos foram apreendidos e que as investigações ainda estão em andamento e podendo ocorrer novas diligências para coletas de provas.

Nossa reportagem protocolou dia 31 de janeiro, na Secretaria da Câmara Municipal pedido de informações sobre a contratação do servidor, mas até o momento a assessoria de imprensa não se manifestou.

O caso
Gaeco cumpre mandados de busca e apreensão em Nova Alvorada do Sul

O Gaeco deflagrou no dia 08 de agosto de 2018, a Operação Grãos de Ouro, que investiga a sonegação de impostos envolvendo a comercialização de soja, um dos principais produtos do agronegócio no Estado.

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), realizou coletiva de imprensa para apresentar um balanço sobre a Operação Grãos de Ouro deflagrada nesta quarta-feira (08/08) em sete Estados, incluindo Mato Grosso.

A coletiva foi conduzida pela Promotora de Justiça e Coordenadora do GAECO, Cristiane Mourão Leal Santos, e acompanhada pelo Promotor de Justiça do GAECO, Thalys Franklyn de Souza; pelo Controlador-Geral do Estado, Carlos Eduardo Girão; e pelo Corregedor-Geral do Estado, José Barcellos.

De acordo com a Coordenadora do GAECO, a investigação do esquema criminoso começou em 2016 quando o MPMS foi provocado pela Secretaria de Fazenda de Mato Grosso do Sul que apresentou suposta existência de um esquema de sonegação de tributos estaduais, ICMS, na comercialização de grãos produzidos no Estado de MS.

Foram expedidos 32 mandados de prisão preventiva e 104 mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Em Mato Grosso foram 10 mandados, sendo sete de busca e apreensão e três de prisão preventiva, todos cumpridos pelo Gaeco de Mato Grosso.

Em Nova Alvorada do Sul foram cumpridos 3 mandados de busca e apreensão em 3 escritórios de contabilidade no centro de Nova Alvorada do Sul.

O Gaeco estima prejuízo de pelo menos R$ 44 milhões aos cofres de Mato Grosso do Sul com o esquema de fraudes fiscais mantido por produtores rurais, funcionários da Sefaz (Secretaria Estadual de Fazenda), caminhoneiros, corretoras, e a princípio 14 empresas de fachada que emitiam notas fiscais frias.

Balanço da Operação
Segundo a Coordenadora do GAECO, a operação cumpriu 33 mandados de busca em Campo Grande, 21 em Chapadão do Sul, 11 em Costa Rica, 1 em Coxim, 2 em Itaporã, 3 em Nova Alvorada do Sul, 1 em Fátima do Sul, 1 em Cassilândia, 1 em Rio Negro, 5 em Rio Verde de Goiás, 3 em Mineiros (GO), 5 em Alto Araguaia (MT), 2 em Cuiabá, 2 em Presidente Prudente (SP), 2 em São José do Rio Preto (SP), 1 em Paranapuã (SP), 1 em Jales (SP), 1 em Oroeste (SP), 1 em Cosmorama (SP), 1 em Três Fronteiras (SP), 1 em Álvares Machado (SP), 1 em Uberlândia (MG), 1 em Unaí (MG), 1 em Paranaguá (PR) e 2 em Rodeio Bonito (RS).

Em Campo Grande foram 13 prisões, incluindo servidores. Já no interior, foram 9 mandados de prisão em Chapadão do Sul, um dos municípios carros-chefes da produção rural no Estado, 2 foram em Costa Rica e 1 em Itaporã; 2 em Cuiabá; 1 em Rio Verde Goiás; 1 em Mineiros (GO); 2 Presidente Prudente (SP) e 2 em Rodeio Bonito (RS).

Participaram da Operação 34 Promotores de Justiça e 250 Policiais Militares.

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